OSPF no Mikrotik se trata de uma vídeo aula que criamos no Youtube para tentar passar o máximo de informações em um menor espaço de tempo sobre a configuração do protocolo de roteamento OSPF. Além disso, toda a configuração é realizada em um Mikrotik, portanto, quem tem dificuldades para realizar esse tipo de configuração poderá entender o processo.

Vamos criar uma rede com 8 Mikrotiks, sendo que, 4 deles estarão dentro da área backbone do OSPF (que seria a área principal da sua rede). Os outros 4 MKs estarão dentro de áreas individuais que simularemos em nosso vídeo tutorial.

Vou tentar utilizar as melhoras práticas de configuração de redes para que você não aprenda nada de maneira incorreta. Claro que isso elevou um pouco a duração do vídeo, porém, creio que você não vai perder seu tempo ao assistir.

Sem mais delongas, vamos ao vídeo tutorial abaixo.

OSPF no Mikrotik

Assista a seguir:

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=GKpcscxBEOc

Espero que tenha gostado e até a próxima!

Configurar um DHCP Server no Mikrotik não tem muito segredo, se você entende pelo menos um pouco sobre redes, não terá nenhuma dificuldade em configurar o Dynamic Host Configuration Protocol  ou Protocolo de configuração dinâmica de host.

Existem duas maneiras para que você possa configurar efetivamente um DHCP Server no Mikrotik: utilizando um wizard que faz tudo automaticamente por você ou fazendo tudo manualmente. Neste tutorial você vai aprender a fazer a configuração utilizando as duas maneiras.

Além disso, também vou mostrar como adicionar endereços estáticos para que o servidor DHCP ofereça sempre o mesmo endereço para determinado MAC Address. Isso será útil para a configuração de servidores e equipamentos que não podem ter seu endereço IP alterado.

Enfim, vamos falar sobre praticamente tudo o que você precisa saber antes de configurar um servidor DHCP no seu Mikrotik, e o melhor, o motivo pelo qual você está configurando tal propriedade.

Então vamos lá!

DHCP Server no Mikrotik

Vamos utilizar o Winbox, que é um programa proprietário da Mikrotik e que o pessoal utiliza para configurar suas RouterBoards. A versão do Winbox utilizado no tutorial é a v3.0rc12, que pode ser encontrada na página de downloads do site da Mikrotik.

A RouterBoard (ou RB) utilizada para todo o processo será uma RB433 na versão 6.29.1 do RouterOS. Tal versão também pode ser encontrada na página de downloads do site da Mikrotik.

Abra a sua RB utilizando o Winbox e siga os passos abaixo.

Adicionando um IP

Adicione um endereço de IP na interface da RouterBoard que disponibilizará os endereços dos computadores da rede. Este endereço IP será o gateway da sua rede.

Para adicionar, clique em “IP” -> “Addresses” -> no sinal de mais (+) azul. Na nova janela que abriu, coloque o endereço/máscara de sub-rede. Para o meu exemplo, vou adicionar 192.168.2.1/24 (essa máscara tem o endereço 255.255.255.0 e suporta até 254 hosts).

Se você tiver dúvidas sobre redes, siga o nosso tutorial Cálculo de sub-redes IPv4.

Em “Interface”, escolha a interface que está conectada aos computadores clientes, como mostro na imagem abaixo:

Adicionando IP na interface que terá o servidor DHCP

Adicionando IP na interface que terá o servidor DHCP

Pronto, agora o Mikrotik vai adicionar uma rota para a rede do endereço IP que você escolheu automaticamente.

Agora você tem duas maneiras para configurar o servidor DHCP, a primeira que vou mostrar (e mais simples) é utilizando um wizard.

Configurando o DHCP-Server pelo wizard

Clique em “IP” – “dhcp-server” – “DHCP Setup”.

IP - dhcp-server - DHCP Setup

IP – dhcp-server – DHCP Setup

Escolha a interface que distribuirá os endereços IP dentro da sua rede. Provavelmente, a mesma interface que você configurou o endereço IP no tópico anterior.

Interface do servidor DHCP

Interface do servidor DHCP

Ao escolher a interface, o RouterOS irá selecionar a rede que está naquela interface automaticamente para você, portanto, você só terá o trabalho de clicar em “Next”.

Screenshot_4

Ainda de acordo com os dados de IP e rede configurados na Interface selecionada, o RouterOS agora irá selecionar o IP da interface como gateway da rede do DHCP.

Screenshot_5

Por padrão, o RouterOS irá selecionar todos os IPs disponíveis dentro da rede do DHCP para o pool de endereços, você poderá modificar isso se quiser na tela da imagem abaixo.

Screenshot_6

Os servidores DNS da rede do seu servidor DHCP ficam a seu critério, no exemplo abaixo estou utilizando os DNSs públicos do Google.

Screenshot_7

 

O “Lease time” é o tempo que cada equipamento da rede irá ficar com o IP disponibilizado pelo servidor DHCP. Se você não entende nada sobre isso, deixe no padrão. Basicamente, ao chegar na metade desse “Lease time” o equipamento cliente irá requisitar ao servidor DHCP para continuar com o mesmo endereço. Se tudo estiver OK, o servidor DHCP pode conceder o mesmo IP pelo mesmo tempo inicial. Isso poderá ocorrer eternamente, até que o cliente e servidor não consigam mais se comunicar, o “Lease time” termine e o DHCP Server considere aquele IP como disponível, mas isso dependerá da configuração do servidor.

Screenshot_8

Ao clicar em “Next” na janela mostrada acima, seu DHCP estará pronto para ser utilizado, bastando conectar os computadores da rede diretamente na Interface escolhida, ou em um switch que esteja conectado na mesma, ou por rede wireless, como é o caso do exemplo que estou utilizando em todo este tutorial.

Este processo do “wizard” é mais simples para quem deseja configurar um servidor DHCP de maneira rápida no Mikrotik. Mas deixemos de preguiça e vamos fazer tudo manualmente no próximo tópico.

Configurando o DHCP-Server manualmente no Mikrotik

O processo manual envolve a criação de um pool de endereços (ou mais de um, se preferir), uma ou mais redes para o servidor DHCP e o servidor em si. Também falaremos um pouco sobre a configuração de algumas opções do servidor.

Para iniciar, vamos criar um pool de endereços. Clique em “IP” – “Pool”, e no sinal de mais (+) apresentado na tela. Em “Name”, digite um nome para identificar o seu novo pool e em addresses digite o range de endereços desejado separados por um traço, exemplo 192.168.2.2-192.168.2.254.

Novo pool de endereços

Novo pool de endereços

Você pode adicionar mais redes dentro de um mesmo pool apenas clicando na seta para baixo em frente “Addresses”, porém, a Interface deverá estar configurada com um IP de tal rede para se tornar o gateway quando formos configurar as redes do servidor DHCP. Além disso, você também pode utilizar a opção “Next pool” para adicionar novos endereços caso o pool que estiver sendo criado termine. Mas lembre-se que para cada pool que estiverem em redes diferentes, um novo endereço deverá ser adicionado na Interface escolhida e uma nova rede deverá ser configurada para as redes do servidor (vamos falar nas redes logo abaixo).

Quando estiver satisfeito com seu novo pool de endereços, simplesmente clique em “OK”.

Agora precisamos configurar a(s) rede(s) do servidor DHCP, para isso clique em “IP” – “dhcp-server”, e acesse a aba “Networks”.

Aba "Networks" do DHCP Server no Mikrotik

Aba “Networks” do DHCP Server no Mikrotik

Clique no sinal de mais (+) para adicionarmos a(s) rede(s) que vamos utilizar. Adicione pelo menos o endereço da rede, o IP da interface e servidores de DNS.

Rede do servidor DHCP

Rede do servidor DHCP

Quando finalizar, clique em “OK” e vá para a aba “DHCP”. Clique no sinal de mais (+) para adicionar um novo servidor DHCP.

Agora configure o servidor conforme descrito na imagem abaixo:

Configurando o servidor DHCP

Configurando o servidor DHCP

Ao pressionar “OK”, seu novo servidor DHCP será criado e estará pronto para o uso.

Solução de problemas com DHCP Server no Mikrotik

Abaixo vou detalhar os problemas que mais encontro na maioria dos casos que tenho que resolver:

  • DHCP Server está vermelho: Qualquer coisa que estiver na cor vermelha no Mikrotik não indica um bom sinal. Verifique se a Interface está ativa e se ela não faz parte de uma bridge, você não pode adicionar um DHCP server em Interfaces que fazem parte de uma bridge, apenas na bridge em si.
  • Clientes pegando IPs com rede incorreta ou sem gateway: Se os clientes do DHCP Server estiverem pegando IPs estranhos, por exemplo, pegando só o IP com a rede toda desconfigurada, é porque você não configurou a aba “Networks” do seu DHCP Server de maneira correta. Verifique se está tudo correto. Também lembre-se, para cada pool de endereços com redes diferentes, você precisará de um endereço IP na Interface equivalente àquela rede, além disso, você também precisará configurar a rede na aba “Networks”.
  • Clientes não pegam IP: Verifique tudo o que foi descrito acima, além disso, procure por problemas físicos. Por exemplo, tente conectar um equipamento diretamente ao Mikrotik e elimine switchs e roteadores, se este equipamento pegar um IP, o problema está na parte física da sua rede.
  • IP offered: Se o Mikrotik apresentar uma mensagem “offered” na aba “Leases” isso significa que o servidor DHCP chegou a oferecer o IP, porém o cliente não aceitou. Neste caso o problema está no cliente e não do servidor DHCP.
  • waiting: Se o Mikrotik estiver apresentando a mensagem “waiting”, isso significa que o cliente ainda não fez uma nova requisição de endereço, reiniciar o equipamento do cliente irá resolver o problema.
  • bound: Isso significa que o cliente pegou o IP e está funcionando (pelo menos em teoria).

Gerenciando Leases

Se você quer visualizar quais endereços IP foram disponibilizados pelo seu servidor, acesse “IP” – “dhcp-server” – “Leases”.

Aba leases de um servidor DHCP no Mikrotik

Aba leases de um servidor DHCP no Mikrotik

Observação: Perceba que este é outro equipamento que já esta em funcionamento aqui na minha rede Interna.

Na própria aba “Leases”, você pode fazer algumas coisas bem legais, por exemplo, fazer um cliente se tornar “static”. Nesse caso o Mikrotik irá associar o endereço MAC do cliente para que toda vez que ele for detectado na rede, o mesmo endereço IP seja entregue ao mesmo.

Para isso, simplesmente clique com o botão direito do mouse sobre a linha referente ao equipamento que deseja e selecione a opção “Make static”.

Este aparelho agora sempre receberá o mesmo endereço IP

Este aparelho agora sempre receberá o mesmo endereço IP

Quando você configura um cliente estático, como fizemos acima, você pode até mesmo alterar o endereço IP daquele cliente para outro de uma rede completamente diferente, contando que exista um IP daquela rede na Interface e a rede esteja configurada na aba “Networks” para que o DHCP Server saiba o que entregar ao seu cliente. Sim! O Servidor DHCP irá entregar qualquer IP estático que você configurar para o cliente.

O servidor DHCP também entrega endereços estáticos que não estão no pool de endereços.

O servidor DHCP também entrega endereços estáticos que não estão no pool de endereços.

Isso é muito útil quando você cadastra IPs válidos para clientes e não deseja ir até a residência dos mesmos para configurar o IP manualmente.

Você também pode limitar a velocidade de determinados clientes estáticos, basta abrir a linha referente e configurar a opção “Rate limit”.

Configurando limite de velocidade para o cliente

Configurando limite de velocidade para o cliente

Caso queira voltar ao normal, ou seja, tudo dinâmico, apenas apague a linha do IP que você fez como estático.

DHCP Server via comando no terminal

Uma parte muito legal para facilitar sua vida são os comandos. Para criar um DHCP Server pelo terminal do RouterOS, clique em “New terminal” e digite:

/ip address add address=192.168.2.1/24 interface=wlan1
/ip pool add name=nome-do-pool ranges=192.168.2.2-192.168.2.254
/ip dhcp-server network add address=192.168.2.0/24 gateway=192.168.2.1 dns-server=8.8.8.8,8.8.4.4
/ip dhcp-server add name=nome-do-servidor lease-time=10:00:00 address-pool=nome-do-pool interface=wlan1 authoritative=yes add-arp=yes disabled=no
/

Agora basta substituir os valores acima conforme precisar. E o melhor, você pode copiar todas as linhas acima e colar dentro do terminal de uma vez só. Tudo será aplicado de uma vez.

Vídeo tutorial

Abaixo um vídeo tutorial complementando o que foi descrito no artigo acima.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FWf2LUWYhZE

Espero ter ajudado!

Já faz um tempo que entramos na era do IPv6, ou seja, vários provedores de Internet estão trabalhando com pilha dupla, onde os endereços IPv4 e IPv6 são utilizados simultaneamente nos equipamentos para manter a compatibilidade com quem ainda não está na versão 6. Mas ainda temos uma longa jornada até abolirmos a versão 4 do protocolo.

O Google coleta continuamente dados sobre usuários que utilizam IPv6, e acredite se quiser, apenas 7,18% das pessoas estão utilizando este protocolo. Isso nos leva a crer que ainda vamos precisar muito do IPv4 em nossas redes.

Como o IPv4 está escaço no mundo todo, é imprescindível que você faça cálculos corretamente para que não haja desperdício desnecessário. Por exemplo, se você tem uma rede onde 100 usuários vão se conectar, não é necessário utilizar a máscara de sub-rede clássica “255.255.255.0” (/24) que usaria 256 IPs da sua rede, deixando 156 IPs vagos, jogados ao vento.

No tutorial a seguir, você vai aprender a realizar cálculo de sub-redes IPv4 para dividir redes, descobrir IPs da rede e do broadcast, primeiro e último IP, máscara de sub-rede e mais um pouco. Pode ser um pouco confuso no início, porém, sugiro que você guarde este link nos favoritos para tirar suas dúvidas quando as tiver.

Então vamos lá.

Entendendo o protocolo IPv4 (de verdade)

O IPv4 é formado por 32 bits divididos em 4 octetos (8 bits cada). Eles são representados por números de 0 a 255, tal como 192.168.100.2, por exemplo. Além disso, o IPv4 precisa de algo chamado de máscara de sub-rede, que trata de definir qual parte do IP representa a rede e qual parte representa os hosts daquela rede.

Tome como exemplo os dados a seguir:

192.168.100.2
255.255.255.0

No caso acima, temos uma rede que contém 254 IPs utilizáveis, pois a máscara de sub-rede está utilizando 24 bits para a rede e sobramos com 8 bits (dos 32) para os hosts daquela rede. Os bits que determinam a parte da rede têm valor 1 (um) e os bits que determinam a parte dos hosts, valor 0 (zero).

O cálculo para descobrir quantos hosts podemos ter em uma rede é 2^b-2 (onde b é o número de bits com valor 0 – zero). No caso acima 2^8-2 igual a 254.

Mas como eu sei quantos bits a máscara de sub-rede está utilizando?

Isso é o que você vai aprender a seguir!

Decimal para binário e binário para decimal

Tanto para converter decimal para binário e binário para decimal, crie uma tabela dividindo 128 por 2 até que chegue ao número 1. Veja um exemplo:

Tabela para conversão de bits em decimal e vice-versa

Tabela para conversão de bits em decimal e vice-versa

Vamos escolher um número decimal que vai de 0 a 255, por exemplo, 252.

Na tabela, marque 1 no número mais próximo de 252, nesse caso 128.

128 é o número mais próximo de 252

128 é o número mais próximo de 252

Agora vá somando os números posteriores até chegar a 252 (sem passar). Por exemplo, 128+64=192, 192+32=224, 224+16=240, 240+8=248, 248+4=252. A cada número somado, acrescente um número 1 (um) e a cada número pulado, acrescente 0 (zero).

252 é igual a 11111100 em binário

252 é igual a 11111100 em binário

Vamos a outro exemplo, o número 11.

  • Qual o maior número da tabela que representa 11 sem passar? 8 (adicione 1)
  • Qual o maior número da tabela que somado a 8 se aproxima ou é igual a 11? 2 (adicione 1)
  • Qual o maior número da tabela que somado a 10 (8+2) da 11? 1 (adicione 1)

Ou seja 8+2+1=11.

8+2+1=11

8+2+1=11

Adicione zeros nas outras casas e você terá o valor de 11 em binários:

11 vale 00001011 em binários. Você pode eliminar os zeros à esquerda, ou seja, 1011.

11 vale 00001011 em binários. Você pode eliminar os zeros à esquerda, ou seja, 1011.

Assim chegamos à conclusão que 255.255.255.0 é o mesmo que:

255      255      255      0
11111111 11111111 11111111 00000000

Ou seja, 128+64+32+16+8+4+2+1=255 (todos os números que equivalem a 1 devem ser somados).

Onde estiverem os números 1 (um) é equivalente à rede, 0 (zeros) são os hosts da rede.

Dividindo nossa máscara temos o seguinte:

# REDE
11111111 = 255
11111111 = 255
11111111 = 255

#HOSTS
00000000 = 0

Para o nosso primeiro exemplo (192.168.100.2), a parte do IP onde a máscara de sub-rede é 1 (192.168.100) representa uma rede, a parte final (2) representa a identificação de um host da rede (um computador, um tablet, etc…).

Como sabemos que 2^8 (8 zeros) é igual a 256, eliminamos dois endereços IP que não devem ser utilizados, o primeiro e o último. O primeiro IP (192.168.100.0) representa o endereço da rede em si, o último endereço (192.168.0.255) representa o broadcast da rede. Sobramos com 254 IPs que podem ser utilizados por quaisquer equipamentos dentro dessa rede.

Parte do IP que representa a rede e a identificação de um host

Parte do IP que representa a rede e a identificação de um host

Observação: Endereços IP devem ser únicos dentro de uma mesma rede, você não pode utilizar o mesmo endereço em dois equipamentos diferentes.

A máscara de sub-rede acima é uma das mais utilizadas em redes locais, pois além de simples, ela possui 254 endereços disponíveis, ou seja, dá e sobra para você conectar todos os aparelhos da sua residência, até mesmo conectar todos os dispositivos de uma pequena empresa.

CIDR

Além da representação 255.255.255.0, máscaras de sub-rede também podem ser apresentadas no formato CIDR, mas não se assuste com este nome estranho, este método simplesmente indica quantos bits da máscara de sub-rede estão voltados para a rede (todos os bits com 1 – um).

Por exemplo, ao invés de escrever algo assim:

  • IP: 192.168.100.2 | Máscara de sub-rede: 255.255.255.0

Conforme o Windows faz, podemos escrever apenas o seguinte:

  • 192.168.100.2/24

Como os roteadores mais modernos fazem. Nesse caso estamos falando que a máscara de sub-rede está utilizando 24 bits para a rede (conte os números 1 na imagem anterior que você vai entender melhor).

Um exemplo um pouco mais complexo

E se eu te disser que os exemplos que você viu até aqui nesse tutorial são os mais simples possíveis? Não desista de ler agora, eu prometo que você vai entender tudo até o final do artigo.

Vamos sair um pouco do padrão de máscara de sub-rede e ver o que acontece com o nosso endereço. Vamos supor que agora nosso endereço IP é o mesmo 192.168.100.2, porém a máscara de sub-rede agora é um /28.

Agora, ao invés de dar algo preciso, vamos ter que pegar parte dos bits da outra parte da máscara de sub-rede, veja:

28 bits ao invés de 24

28 bits ao invés de 24

Como você pode perceber na imagem acima, ao invés de utilizar 24 bits, agora temos uma máscara de 28 bits. Isso vai mudar muita coisa na rede do exemplo. Agora ela é menor, pois, estamos utilizando mais bits para a rede e menos para os hosts.

De cara você pode perceber que temos 4 bits para os hosts (zeros), portanto, se fizermos nosso cálculo de 2^b-2, agora temos apenas 14 endereços IP disponíveis para hosts.

Certo, então vamos descobrir algumas informações sobre essa rede.

Qual é a máscara de sub-rede?

Vamos os bits em nossa tabela para descobrir qual será a máscara de sub-rede. Já sabemos que a primeira parte vai dar 255.255.255, pois até o último ponto não temos nenhum zero, lembra? Estamos utilizando 28 bits, sendo que 24 bits completariam todos os três primeiros octetos com 1 bit.

Para o último octeto faríamos o seguinte:

Some todos os números que têm 1 (um) e terá o valor

Some todos os números que têm 1 (um) e terá o valor

Quanto fica 128+64+32+16?

Correto, agora sabemos a primeira parte – 255.255.255 – e a última que é a soma acima. Logo nossa máscara será 255.255.255.240.

Qual o IP da rede?

Para saber qual é o IP da rede, simplesmente passe os bits para identificação dos hosts e converta-os para 0 (zero), exemplo:

# Máscara de sub-rede
11111111 11111111 11111111 1111[0000]
255      255      255      240

# IP que temos
11000000 10101000 01100100 0000[0010]
192      168      100      2

# IP da rede
11000000 10101000 01100100 0000[0000]
192      168      100      0

 

Os bits que estão dentro dos colchetes são os que representam os hosts. Lembre-se que nossa máscara tem 28 bits.

Um fato interessante aqui é que como sabemos que o IP da rede é 192.168.100.0, nosso primeiro IP utilizável da rede é sempre IP da rede + 1, logo 192.168.100.1.

Observação: Normalmente utilizamos o primeiro IP da rede como “gateway”, ou seja, IP do roteador principal da rede. Isso não é uma regra.

Qual o IP de broadcast?

Para broadcast, basta pegarmos o endereço da rede e adicionarmos 1 (um) em todos os IPs que seriam para hosts, por exemplo:

# Máscara de sub-rede
11111111 11111111 11111111 1111[0000]
255      255      255      240

# IP que temos
11000000 10101000 01100100 0000[0010]
192      168      100      2

# IP da rede
11000000 10101000 01100100 0000[0000]
192      168      100      0

# Broadcast
11000000 10101000 01100100 0000[1111]
192      168      100      15

Outro fato interessante aqui, o último IP válido da rede sempre é o broadcast menos um, ou seja, nosso broadcast é 192.168.100.15, o último IP válido da rede é 192.168.100.14.

Veja os dados que descobrimos até aqui sem precisar de nenhum software.

  • IP: 192.168.100.2
  • IP em bits: 11000000 10101000 01100100 00000010
  • Rede: 192.168.100.0
  • Rede em bits: 11000000 10101000 01100100 00000000
  • Máscara de sub-rede: 255.255.255.240
  • Máscara de sub-rede em bits: 11111111 11111111 11111111 11110000
  • CIDR: /28
  • Broadcast: 192.168.100.15
  • Broadcast em bits: 11000000 10101000 01100100 00001111
  • IPs em toda a rede: 16 (com rede e broadcast)
  • IPs disponívels para uso: 14 (sem rede e broadcast)
  • Primeiro IP utilizável: 192.168.100.1
  • Último IP utilizável: 192.168.100.14

Pronto, como agora você sabe onde essa rede começa (0) e onde ela termina (15), pode começar a criar novas rede. Por exemplo, se você quiser dividir toda sua rede em vários blocos de 16 IPs (/28), a primeira rede começa em 0, a próxima em 16, 32, 48… até 240, que será a última rede dentro da faixa que estamos utilizando (192.168.100).

Dividindo redes /24

A maior parte das redes que você vai dividir será /24, ou seja, pegar 256 IPs e dividir em quantas partes forem necessários.

Para dividir redes /24 você não precisa de realizar tantos cálculos, basta fazer o seguinte:

Dividindo redes /24

Dividindo redes /24

Por exemplo, se você pegar uma rede /24 e quiser dividir em um /26, é possível criar 4 redes com 64 IPs cada, assim você pode calcular onde cada uma das redes começa e termina, por exemplo:

192.168.100.0/26   -  192.168.100.63/26
192.168.100.64/26  -  192.168.100.127/26
192.168.100.128/26 -  192.168.100.191/26
192.168.100.192/26 -  192.168.100.255/26

Claro que você pode fazer divisões diferentes, por exemplo, dentro de um /26, dividir em mais duas redes /27.

# Um /26 dividido em dois /27
192.168.100.0/27   -  192.168.100.31/27
192.168.100.32/27  -  192.168.100.63/27

# E continuamos com os /26
192.168.100.64/26  -  192.168.100.127/26
192.168.100.128/26 -  192.168.100.191/26
192.168.100.192/26 -  192.168.100.255/26

Você pode fazer milhões de divisões desse tipo.

Utilizando programas para facilitar sua vida

Você também pode utilizar programas para facilitar sua vida na divisão de redes, claro que isso foge ao contexto aqui, mas segue os links:

Vídeo tutorial

O vídeo tutorial abaixo complementa o texto acima.

Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=GGmhv1Wz6fc

Espero ter ajudado!

Quando você já tem conexões “R”unning  dentro do RouterOS (cabos conectados ou rede wireless enlaçada) o próximo passo é definir os IPs que tais conexões terão para comunicar-se com as redes internas e externas. No RouterOS é bastante simples configurar o endereço IP e rotas estáticas para indicar qual o gateway padrão do equipamento. Nesse tutorial vou detalhar exatamente isso!

Primeiramente acesse o seu equipamento da Mikrotik e tenha certeza de ter ligado o cabo de rede ou conexão Wireless no local correto, seja no seu computador ou em outro roteador dentro da rede. Feito isso, acesse o equipamento pelo Winbox e vamos ao tutorial.

Obs: Se você nunca acessou um equipamento da Mikrotik, siga nosso tutorial “Como acessar um Mikrotik“.

Dinâmico ou estático?

Existem dois métodos para configurar um endereço IP no seu Mikrotik: dinâmico por DHCP ou estático de modo manual.

Se você optar por DHCP, tenha certeza que você tem um servidor DHCP dentro da rede, caso contrário não vai funcionar.

Dinâmico: DHCP client

Se você já tem um roteador que disponibiliza endereços IP dentro da sua rede por DHCP, o método mais simples é configurar seu Mikrotik para receber IP automaticamente por este roteador.

Para configurar um DHCP client no Mikrotik acesse “IP > DHCP Client”:

IP > DHCP Client

IP > DHCP Client

Clique no sinal de “+” para adicionar um novo DHCP client;

Adicionando um DHCP client

Adicionando um DHCP client

Escolha a interface que estiver conectada e clique em “OK”;

Definindo a interface onde vamos receber IP de um DHCP Server

Definindo a interface onde vamos receber IP de um DHCP Server

Feito isso, você deverá aguardar alguns segundos até que o seu Mikrotik receba o endereço IP de um servidor de DHCP server.

Endereço IP recebido e configurado dinâmicamente

Endereço IP recebido e configurado dinamicamente

Nesse caso tudo foi feito dinamicamente para você, ou seja, seu Mikrotik já recebeu um endereço IP, uma rota padrão (gateway) e os servidores DNS.

IP estático, modo manual

Você também pode adicionar um endereço IP manualmente, mas nesse caso você terá que configurar o endereço IP, uma rota padrão e os servidores DNS.

Para adicionar um endereço IP manualmente no Mikrotik vá até “IP > Addresses”;

IP > Addresses

IP > Addresses

Clique no sinal de +; digite o endereço/prefixo da máscara de sub-rede; escolha a interface;

Adicionando um novo endereço IP

Adicionando um novo endereço IP

O campo “Network” será preenchido automaticamente para você, portanto, não se preocupe com ele.

Obs.: Você pode acessar o sistema que criei para fazer cálculo de máscara de sub-rede para facilitar sua vida em termos de prefixo de rede, tamanho, IPs iniciais e finais, e coisas do tipo.

Após adicionar um IP manualmente, você também precisa adicionar uma rota de saída padrão (se ainda não tiver uma, é claro). Para isso, acesse “IP > Routes” e faça o seguinte:

  1. Clique no sinal de + para adicionar uma nova rota;
  2. Em “Dst. Address” adicione 0.0.0.0/0 (todas as redes);
  3. Em “Gateway” adicione o endereço IP do gateway da sua rede;
  4. Clique em “OK”.
Rota estática padrão

Rota estática padrão

Nesse caso você já deverá ter acesso a outras redes, porém ainda não estará resolvendo nomes. Para resolver isso, acesse “IP > DNS” e adicione quantos endereços DNS precisar.

Adicionando dois servidores DNS

Adicionando dois servidores DNS

Feito isso, você já deverá ter acesso à Internet (caso sua rede tenha Internet). Para testar, você pode abrir um “New terminal” e tentar enviar um “ping” para qualquer site.

Pingando a UOL

Pingando a UOL

Pronto, agora você configurou tudo manualmente.

Vídeo tutorial

Ainda com dúvidas? O vídeo tutorial abaixo poderá ajudar:

Simples assim!

Neste vídeo tutorial vamos utilizar um TP-LINK Archer C7 para detalhar como ligar e configurar seu roteador Wi-Fi. Vamos ver vários detalhes sobre o roteador, tanto da parte física quanto sobre a parte lógica, que seria o software de configuração que irá indicar o modo de funcionamento mais adequado para o equipamento.

Você verá como configurar seu Windows de maneira automática (DHCP) para fazer o primeiro acesso ao software de configuração do roteador, mas, caso necessário, também saberá como adicionar um IP da mesma faixa de IPs do roteador de maneira manual para fazer este acesso.

Dentre as configurações, falaremos sobre Wireless 2.4Ghz e 5.8Ghz, portas WAN/Internet (Wide Area Network), LAN (Local Area Network) e WLAN (Wireless Local Area Network), configurações de IP da porta WAN/Internet e LAN/WLAN, DHCP cliente e servidor, redirecionamento de portas, NAT (Network address translation), WPS, e várias configurações adicionais sobre o software do roteador.

Nós já falamos bastante sobre Access Points aqui no TEO, talvez você queira ler o nossos tutoriais anteriores sobre estes aparelhos:

Todos os tutoriais acima falam sobre a maioria das tecnologias encontradas na maioria dos roteadores Wi-Fi (AP – Access Point) do mercado, e podem ajudar para que você compreenda melhor sobre o que estamos falando no vídeo tutorial que você irá assistir neste artigo.

Vídeo: Como ligar e configurar seu roteador Wi-Fi

O vídeo que você vai assistir abaixo é um resumo básico sobre todas as opções do roteador TP-LINK Archer C7, porém ele pode ajudar para que você configure qualquer roteador de qualquer marca, basta que você entenda como funciona a tecnologia.

Detalhe importante: Todo roteador Wi-Fi tem melhor performance quando colocado no local central onde você precisa que a rede Wi-Fi funcione, em uma posição mais elevada, com as antenas apontadas para cima, sem obstrução física (como paredes, vidros, etc…) próximas às antenas, sem outros roteadores Wi-Fi trabalhando no mesmo canal próximo ao local onde ele está instalado. Seguindo essas regrinhas básicas o sinal do seu roteador deverá alcançar o limite máximo com o melhor sinal possível para os dispositivos da rede.